CLARA UGRAITA

Preta Pretinha, é uma canção que fez sucesso anos atrás. A letra foi escrita por Luiz Galvão para uma moça que havia conhecido em Niterói, numa viagem do grupo ao Rio de Janeiro.

“A jovem combinou comigo para que eu fosse a Niterói conhecer seu pai e, na volta, ela viria morar comigo no apartamento dos Novos Baianos, em Botafogo. Pegamos a barca, conheci o pai dela, mas, na volta, ela se arrependeu e voltou para o seu namorado. À noite, escrevi a letra sob o impacto desse insucesso e, na certa, o subconsciente deu uma panorâmica em todas as minhas histórias de amor” (Vikipédia, enciclopédia livre). Coube ao compositor Moraes Moreira, acrescentar a melodia, criada de tal maneira que é possível acompanhá-la do seu inicio ao fim com apenas dois acordes.

Nos curso de violão do CEMUS esta canção é ensinada em Lá Maior. O critério para a escolha desta tonalidade foi a extrema facilidade em se alternar o A com o E7, desde o início o fim da música. Esta solução funcional, porém, trouxe-nos uma dificuldade, pois quando se vai cantar, esta tonalidade é desconfortável para a maioria esmagadora das mulheres e das crianças, sendo este um público recorrente no mercado do ensino musical. A solução encontrada foi, então,  ensinar aos alunos do universo infantil e feminino, falar ritmicamente a letra da música, como num ¨RAP¨ que vem do inglês ¨Rhythm and Poetry¨ - ¨ Ritmo e Poesia¨. Esta forma mais rítmica do que melódica de executar esta canção, acabou alcançando também aos alunos de musicalização Infantil, teclado e piano do CEMUS. A Clarinha não fez por menos. Aprovou o estilo, assimilou-o em seu subconsciente infantil e botou a platéia prá cantar e bater palmas com ela, proporcionando aos seus pais, colegas, e ao público presente ao teatro, mais um agradável momento de musicalidade, expontaneidade e intenso prazer.

Na edição mais recente da Audinter de Outono, coube à pequena Clara Ugraita, cantando, dividir com sua colega mais velha, Silvia Yung, no Piano, um momento lindo e emocionante da apresentação em que a canção, hoje no folclore nacional Peixe Vivo (Carlos Mendes e Neurisvan Rocha Alencar), foi executada em seu modo original de tonalidade maior, alternando em seguida com o modo menor da tonalidade homônima, retratando desta maneira a tristeza dos peixes e os animais em geral, com a poluição dos rios e da natureza.